Bastidores do documentário
- Marina Rodrigues
- 21 de dez. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 23 de jan. de 2025
Sempre quis fazer documentários. Foram eles que deram início à minha paixão pelo cinema. Tive a oportunidade de trabalhar como produtora de uma série documental por 4 anos.
Aprendi muito. Não apenas da técnica, mas do mundo. Conheci e conversei com pessoas que, se não fosse pelo documentário, nunca teria a oportunidade.
Quando recebi o convite de ir como tradutora para a Amazônia, não tive dúvida, levaria comigo minha câmera. Era uma oportunidade única e queria registrar a viagem, mesmo sabendo que não sou uma boa cinegrafista.
Não tinha muitos planos. Não sabia o que queria filmar ou contar. Fui gravando no automático e, sem perceber, o estilo ficou muito parecido com o que fazia para o programa de TV.
Não era ruim. Mas também não era o meu olhar ou a minha forma de contar histórias. Voltei para a Amazônia no ano seguinte, desta vez sem a câmera. Estava frustrada e tinha desistido da ideia do documentário.
No ano seguinte, 2024, estava pronta para retornar e dessa vez tinha decidido finalizar o que comecei em 2022. Assisti às entrevistas e imagens que já tinha feito, e então escolhi o tema, "obediência".
Assim que chegamos peguei uma infecção no dedo por causa de uma ferida na cutícula da unha. A infecção foi grave e por conta da dor e inchaço não conseguia segurar a câmera. Não tinha problema, eu já tinha imagens de corte que achava ser suficiente e apenas gravei outras entrevistas que queria que servissem como guia para a narrativa.
Comecei a editar e montei uma estrutura para a narrativa. Queria fornecer mais contexto, mas ao contrário do que pensei, não tinha imagens suficientes. Gravei uma conversa de vídeo para complementar e fiz um compilado de notícias para contextualizar. Como o projeto tinha começado sem muito planejamento, precisei lidar com os percalços na edição.
Tentei encontrar meu estilo enquanto editava. Assisti a vários tutoriais para tentar melhorar as imagens. Não consegui estabilizar as imagens e o resultado foi que as imagens ficaram mais tremidas do que eu gostaria, porém me contive. A edição ajuda, mas não faz milagres.
Ainda não estou 100% satisfeita, mas me parabenizo por não ter desistido. Assim que terminei de editar, percebi que preciso criar mais para encontrar minha voz e meu olhar. O fazer é também uma forma de aprender.
























Não espere ser perfeito para fazer, vai fazendo até ser perfeito.
O documentário ficou maravilhoso, está de parabéns! Não desista e continue a criar conteúdos tão bonitos.