Ficando confortável no desconforto: Minha jornada pós-EUA
- Marina Rodrigues
- 15 de abr.
- 2 min de leitura

O Retorno e o "Plano Sem Plano"
Já faz um pouco mais de um mês que aterrissei de volta no Brasil. Nesse tempo, entre desfazer malas e organizar a vida, consegui refletir sobre uma jornada que começou de forma repentina.
Minha ida para os EUA não teve um roteiro pronto. Fui sem plano, mas aproveitei a efervescência cinematográfica da cidade para mergulhar em cursos na minha área. Para ficar mais tempo e concluir os estudos de cinema, encarei um desafio inesperado: um MBA. Foi só quando o estresse do visto passou que consegui enxergar as oportunidades que Deus estava colocando no meu caminho. Vivi o sonho de morar fora e, mais do que isso, aprendi na prática o que significa deixar Deus no controle.
O Bloqueio da Perfeição
Sempre me considerei uma pessoa criativa, mas confesso: tenho uma dificuldade enorme em mostrar meu talento. Por muito tempo, achei que era medo do julgamento. Hoje, entendo que o nome é outro: perfeccionismo.
Essa vontade de não errar é uma barreira tão grande que, muitas vezes, eu nem começava algo por não saber se ficaria bom o suficiente. Foi para quebrar esse ciclo de autossabotagem que, ainda nos EUA, decidi começar um vlog. Eu precisava dar o primeiro passo sem pensar demais. Comecei a gravar sem plano, e minha irmã assumiu a edição — a parceria perfeita para eliminar as desculpas de falta de tempo entre dois cursos, o trabalho em um restaurante e as responsabilidades de morar sozinha.
A Mudança de Perspectiva
Vou ser sincera: quando decidi voltar, senti frustração. Olhava para trás e não via o emprego no cinema que eu tanto queria. Sentia que meus projetos criativos tinham ficado de lado.
Mas, ao fechar as malas, percebi o tamanho das minhas conquistas reais. Construí amizades únicas, exercitei uma resiliência que eu não sabia que tinha e cresci em áreas onde nunca imaginei me aventurar. Aprendi que, quando soltamos o controle, o caminho - mesmo que cansativo e corrido - se enche de boas companhias, risadas e milagres cotidianos.

A Lição: A Jornada é o Destino
Comparando minha versão "pré-EUA" com a de agora, vejo que a lição mais preciosa foi perder o medo de errar. Pode soar como frase de autoajuda, mas é a mais pura verdade: a jornada é o verdadeiro objeto de desejo, não o ponto de chegada.
Aprendi a agradecer pelos perrengues e pelas vitórias. Entendi que dias ruins fazem parte, afinal, um bom roteiro precisa de altos e baixos para ter graça. A tristeza está lá para nos lembrar do valor da alegria.
O Próximo Passo: Fio da Meada
Volto ao lugar de onde comecei, mas eu não sou a mesma. Meus planos agora envolvem dedicar mais tempo à criatividade e continuar compartilhando essa jornada com vocês.
Quero que o Fio da Meada seja mais que um projeto; quero que seja uma comunidade acolhedora, como aquela conversa boa entre amigos onde desabafamos sobre as dificuldades e celebramos as vitórias. Vou continuar com os vlogs, aos poucos inserindo mais roteiro e produção, mas sem esperar a "perfeição" para agir. Estou aprendendo a ficar confortável no desconforto.
Te convido a fazer parte disso. Vamos juntos?
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